Ler o que o dado ainda não diz
Você aprende a suspender o olhar automático sobre métricas e observar o produto como uma experiência cultural: marcada por práticas, afetos, hábitos e interpretações que existem para além do funil de conversão.
Antropologia Digital aplicada a decisões de produto, design e conteúdo. Uma imersão presencial para profissionais que querem entender o comportamento digital para além dos dados, das personas genéricas e dos fluxos de conversão. Ao longo de um dia, você analisa um caso real, identifica padrões culturais, vieses e pontos de silenciamento em uma experiência digital, e transforma essa leitura em decisões concretas para produto, design ou conteúdo.
Quando um produto é lido apenas pelo funil de conversão, parte importante da experiência desaparece. A pessoa vira "usuário", a decisão vira número e a cultura passa a parecer ruído.
Mas todo produto digital carrega escolhas: quem é ouvido, quem é priorizado, quais comportamentos são incentivados e quais experiências ficam fora do desenho.
A Antropologia Digital ajuda a recuperar essa profundidade. Ela permite observar produtos e serviços como expressões culturais, atravessadas por identidade, território, afetos, hábitos, linguagem, poder e contexto.
Na prática, isso muda a forma de decidir. Em vez de olhar apenas para cliques, fluxos e métricas, você aprende a investigar o que o dado revela, o que ele esconde e o que ainda precisa ser escutado antes de virar decisão de produto, design ou conteúdo.
Produtos digitais crescem rápido. Mas, muitas vezes, a capacidade de escutar as pessoas não cresce no mesmo ritmo.
A economia da atenção ensinou produtos a disputar tempo, clique e permanência. A economia da escuta propõe outra pergunta: quem está sendo realmente considerado pela experiência — e quem permanece invisível nas métricas, nos fluxos, nos algoritmos e nas decisões de conteúdo?
Este workshop existe para tornar essa pergunta prática.
Interfaces não são apenas estruturas técnicas. Elas organizam relações, hábitos, expectativas e formas de participação.
A noção de "usuário" ajuda a projetar, mas pode achatar a complexidade de pessoas reais. O olhar do sujeito cultural amplia essa leitura.
Fluxos, algoritmos, menus, mensagens e critérios de priorização indicam quem o produto reconhece e quem ele deixa de fora.
Vieses e exclusões podem ser reforçados por escolhas aparentemente neutras. Por isso, responsabilidade social precisa entrar no método, e não apenas no discurso.
Esta imersão foi criada para profissionais que tomam decisões em produto, design e conteúdo — e querem sustentar essas decisões com mais profundidade cultural, responsabilidade e critério. Não é uma formação acadêmica em Antropologia. É uma experiência aplicada para quem precisa observar melhor, formular diagnósticos mais consistentes e defender escolhas diante de times, lideranças e contextos de negócio.
Para quem desenha experiências e percebe que personas, jornadas e métricas nem sempre dão conta da complexidade de quem usa o produto na vida real.
Para quem prioriza roadmap, acompanha indicadores e precisa enxergar o que o dado ainda não explica antes de decidir onde investir esforço do time.
Para quem trabalha com linguagem, narrativa e tom de voz, e quer entender como mensagens, silêncios e escolhas de conteúdo moldam a relação com diferentes públicos.
Para quem conduz times de produto, design ou conteúdo e busca uma estrutura mais criteriosa para decidir com menos viés, mais contexto e maior responsabilidade.
A proposta deste workshop é específica: unir repertório antropológico, análise crítica e aplicação prática em produto, design e conteúdo. Leia os dois lados com calma. Se você se reconhecer mais na segunda coluna, talvez este ainda não seja o programa mais adequado para o seu momento.
Ao final da imersão, você leva um Dossiê de Diagnóstico e Oportunidades: um board visual construído a partir de um caso real, com achados culturais, riscos, oportunidades e recomendações aplicáveis à sua operação. A entrega não é apenas um resumo do conteúdo. É uma ferramenta de decisão para orientar conversas com times de produto, design, conteúdo e liderança.
Você aprende a suspender o olhar automático sobre métricas e observar o produto como uma experiência cultural: marcada por práticas, afetos, hábitos e interpretações que existem para além do funil de conversão.
Você constrói um mapeamento de identidade, território, afetos e contextos culturais do público. Essa leitura ajuda a desenhar experiências que reconhecem pessoas, e não apenas cliques.
Você identifica onde a experiência deixa de escutar nuances importantes: dúvidas que não aparecem no funil, grupos pouco considerados, vieses de interface, escolhas de linguagem e decisões algorítmicas que podem reforçar exclusões.
Você aprende a transformar leitura cultural em recomendações práticas para funcionalidades, fluxos, arquitetura da informação, estratégia de conteúdo ou critérios de priorização.
Você organiza achados, riscos e oportunidades em uma matriz prática, com 3 a 5 intervenções recomendadas para design, produto ou conteúdo.
Você sai com referências teóricas organizadas para uso aplicado. A proposta é que autores como Miller, Cesarino, Noble, Ingold e Sterne deixem de ser apenas bibliografia e se tornem lentes de trabalho.
A imersão combina três módulos conceituais com um laboratório contínuo sobre um caso real. Você começa ampliando o olhar sobre o digital como cultura, passa pela análise crítica de vieses, rastros e silêncios, e encerra o dia transformando os achados em decisões práticas de produto, design ou conteúdo. Das 13h às 19h, o percurso alterna repertório, análise em grupo e construção do diagnóstico final.
Credenciamento, boas-vindas e apresentação do percurso do dia. Os participantes conhecem o caso real da empresa parceira, que será analisado ao longo de toda a imersão.
O digital como cultura, e não apenas como técnica. A crise da noção de "usuário" e a passagem para o olhar do sujeito cultural: pessoas atravessadas por identidade, território, afetos, hábitos e contexto.
Os grupos iniciam a análise do caso real. A proposta é observar o produto para além das métricas e levantar hipóteses sobre práticas culturais, expectativas, tensões e sentidos presentes na experiência.
Pausa para troca entre participantes e preparação para o próximo módulo.
Análise das estruturas invisíveis que moldam experiências digitais. O grupo discute algoritmos como agentes culturais, vieses algorítmicos, exclusões invisíveis e a diferença entre economia da atenção e economia da escuta.
Os grupos analisam fluxos de interface, arquitetura da informação e tom de voz para identificar onde o produto escuta pouco, escuta mal ou deixa sujeitos importantes fora da experiência.
Pausa breve antes da etapa de tradução para decisão aplicada.
Como transformar observação cultural em decisões de produto, design e conteúdo. O módulo trabalha responsabilidade social, impacto de longo prazo e critérios éticos aplicados à priorização.
Os grupos constroem a Matriz de Decisão Antropológica e propõem mudanças práticas para o caso real: ajustes de fluxo, recomendações de conteúdo, revisão de critérios ou novas oportunidades de produto.
Roda de conversa com apresentação dos diagnósticos, feedback, consolidação dos aprendizados e orientações para continuar aplicando o método depois da imersão.
A imersão é conduzida por Olli Maria, antropóloga, pesquisadora e estrategista de experiência digital. Sua atuação conecta comportamento humano, linguagem e tecnologia para transformar observação cultural em decisões aplicadas a produto, design e conteúdo.
Ao longo do dia, Olli conduz o laboratório do início ao fim, articulando repertório teórico, análise crítica e construção prática do diagnóstico. A base conceitual passa por autores como Daniel Miller, Letícia Cesarino, Safiya Noble, Tim Ingold e Jonathan Sterne, sempre com foco em aplicação.
O laboratório é o fio condutor da imersão. Em vez de tratar a prática como uma atividade isolada, o curso usa um caso real para conectar repertório, análise crítica e decisão. Ao longo do dia, você passa por três movimentos.
Você observa o produto como uma experiência cultural. O objetivo é ampliar a leitura para além dos KPIs e identificar práticas, afetos, expectativas e contextos que influenciam o uso.
Você investiga rastros, silêncios e possíveis vieses presentes na interface, na arquitetura da informação, no algoritmo e no tom de voz.
Você volta ao papel de decisor com argumentos mais consistentes para propor mudanças em produto, design ou conteúdo.
Além da experiência presencial, você recebe materiais, referências e modelos de apoio para continuar aplicando o método depois da imersão. Tudo está incluso no investimento de R$ 490.
O board visual construído ao longo do dia, com Perfil do Sujeito, Mapa de Silenciamentos e Plano de Ação.
Um roteiro de leituras obrigatórias e complementares por módulo, com autores como Miller, Cesarino, Ingold, Noble, Sterne, Markham e D'Andrea.
Estruturas digitais usadas na imersão para estranhamento do objeto, mapeamento de rastros e silêncios, e matriz de decisão.
Credencial com acesso aos materiais complementares e ao guia de leituras online.
Bloco de anotações, caneta e dois intervalos com café. Os detalhes foram pensados para sustentar presença, ritmo e cuidado ao longo do encontro.
Certificado de 6 horas em Antropologia Digital aplicada à decisão de produto, design e conteúdo.
Este workshop foi criado como um dia de trabalho crítico e aplicado. Cada escolha tem uma função: oferecer base teórica, sustentar a análise do caso real e ajudar você a sair com um diagnóstico utilizável em conversas de produto, design, conteúdo e liderança.
As 6 horas permitem trabalhar um caso complexo de uma empresa parceira do início ao fim: da observação inicial à matriz de decisão.
O laboratório combina trabalho em grupo, análise ao vivo e proposição de intervenções. A experiência foi desenhada para quem quer construir, discutir e aplicar.
Os conceitos de Antropologia Digital são apresentados como lentes de trabalho, com bibliografia de base para aprofundamento depois da imersão.
Você sai com 3 a 5 intervenções priorizadas, pensadas para justificar escolhas de design, produto ou conteúdo com mais consistência.
Responsabilidade social e impacto de longo prazo atravessam o processo inteiro. A ética entra como critério de observação, análise e decisão.
Uma imersão pensada para caber em um dia sem perder profundidade: repertório, laboratório e diagnóstico construído sobre um caso real.
A imersão foi desenhada para profissionais que sentem que métricas, personas e fluxos explicam parte da experiência — mas não explicam tudo. O trabalho do dia é justamente construir uma leitura mais profunda: capaz de sustentar decisões com contexto, critério e responsabilidade.
Outras dúvidas? Fale com a equipe da Lidera.IA. Respondemos em até 1 dia útil.
Quando
15 de Agosto
de 2026
Das 13h às 19h
Onde
Sapiens
Park
Florianópolis · SC
A primeira edição acontece em Florianópolis, no Sapiens Park, um dos principais ambientes de inovação da cidade.
Av. Luiz Boiteux Piazza, 1302
Cachoeira do Bom Jesus, Florianópolis — SC
Estacionamento disponível no local.
Em um dia presencial, você analisa um caso real, amplia o olhar sobre o comportamento digital e constrói um Dossiê de Diagnóstico e Oportunidades para aplicar em decisões de produto, design ou conteúdo.
Em um dia presencial, você analisa um caso real, amplia o olhar sobre o comportamento digital e sai com um Dossiê de Diagnóstico e Oportunidades para aplicar na sua operação.
Ao final da imersão, você sai com um diagnóstico construído sobre um caso real, repertório organizado e um plano de intervenções para levar ao seu time.
Pagamento no cartão de crédito em até 6x. Inscrição disponível para pessoa física ou jurídica, com emissão de nota fiscal para reembolso corporativo quando necessário.
Você recebe um guia de leituras com a bibliografia de base para seguir aprofundando depois do encontro.
Atenção — vagas limitadas